Contos Completos

Livro de bolso

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ISBN: 9789722528726
Edição/reimpressão: 08-2014
Editor: 11 X 17
Código: 007823000279
Coleção: 11X17
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SINOPSE

A par da obra poética, Florbela Espanca aventurou-se também por diversas vezes na narrativa em diferentes fases da sua curta vida. O primeiro livro de contos, intitulado As Máscaras do Destino, foi editado em 1931, pouco depois da sua morte. O segundo livro, O Dominó Preto, que Florbela começara a preparar em 1927, só viria a ser publicado em 1982.
A presente edição inclui estes dois livros, bem como alguns outros pequenos contos soltos, como A Oferta do Destino e Alma de Mulher.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Cápsula do tempo
Joana Leitão | 2026-01-30
Abrir o livro é um bilhete para uma viagem ao Portugal do passado. As ruas do Porto, as praças de Lisboa ou os campos do Alentejo. As caleches, o rolar das carroças, o tilintar dos elétricos transportam-nos pelos anos. As descrições das casas senhoriais ou dos casebres de camponeses são absolutamente maravilhosas, de pormenores ricos e calorosos. Recuamos à boémia dos clubes e dos teatros, do português falado do século anterior. As sedas, pérolas ou cajados refletem a leveza dos dias ou a rudeza da vida. Cada conto retrata os vestidos e as porcelanas de quem cá fica e as amarguras dos que experimentaram as colónias ou a guerra.

DETALHES DO PRODUTO

Contos Completos
de Florbela Espanca
ISBN: 9789722528726
Edição/reimpressão: 08-2014
Editor: 11 X 17
Código: 007823000279
Coleção: 11X17
Idioma: Português
Dimensões: 110 x 173 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Contos
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre Florbela Espanca

Poetisa e contista. Depois de concluir os estudos liceais em Évora, frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. A abordagem crítica da sua obra poética, marcada pela exaltação passional, tem permanecido demasiado devedora de correlações, mais ou menos implícitas, estabelecidas entre o seu conturbado percurso biográfico - uma existência amorosa e socialmente malograda que culminaria com um suicídio aos 36 anos de idade -, e uma voz poética feminina, egotista e sentimental, singularmente isolada no contexto literário das primeiras décadas do século. Na verdade, a leitura mais imparcial das suas composições, entre as quais se contam alguns dos mais belos sonetos da língua portuguesa, permite posicioná-la quer na matriz de uma poesia finissecular que, formalmente, cruza caracteres decadentistas, simbolistas (são várias as referências na sua poesia a autores simbolistas) e neorromânticos (acusando a admiração por certos autores da terceira geração romântica, como Antero de Quental), "à maneira de um epígono de António Nobre" (cf. PEREIRA, José Augusto Seabra - prefácio a Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Poesia, Lisboa, D. Quixote, 1985, p. IV), quer, ainda, pela forma como a vivência do amor promove, a cada passo, uma mitificação do eu, na senda de certos autores do primeiro modernismo como Sá-Carneiro, Alfredo Guisado ou António Botto. Por outra via, a da literatura mística, Florbela Espanca reata conscientemente ("Soror Saudade") com a tradição da literatura claustral feminina que recebera, no período de maior florescimento, uma marca conceptista, mantida na poética de Florbela por certa propensão para a exploração das antíteses morte/vida, amor/dor, verdade/engano. A imagem da mulher que sofre de ilusão em ilusão amorosa, que reitera até ao desespero a sua fatalidade, que dá expressão a uma existência irremediavelmente minada pela ansiedade e pela incompreensão, acabou por, na receção alargada da sua poesia, sobrepor-se a outros nexos temáticos com igual pertinência, como a dor de pensar e a aspiração à simplicidade ("Quem me dera voltar à inocência / Das coisas brutas, sãs, inanimadas, / Despir o vão orgulho, a incoerência: / - Mantos rotos de estátuas mutiladas!" ("Não Ser"); ou a forma como a busca do amor se volve essencialmente em busca de si mesma através dos estilhaços de um ser que não sabe ser sozinho: "Ó pavoroso mal de ser sozinha! / Ó pavoroso e atroz mal de trazer / Tantas almas a rir dentro da minha!" ("Loucura", in Sonetos). Florbela Espanca.
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