A Paixão do Jovem Werther

A Paixão do Jovem Werther

ISBN:9789722527743
Edição/reimpressão:04-2014
Editor:11 X 17
Código:007823000270
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SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Romance epistolar com raízes autobiográficas, A Paixão do Jovem Werther foi publicado pela primeira vez em 1774. Nas cartas dirigidas ao seu amigo Wilhelm, Werther, um jovem artista extremamente sensível e delicado, descreve a sua vida em Wahlheim, uma pequena aldeia para onde se mudou. Ali Werther conhece Charlotte, uma jovem de incrível beleza que, para grande infortúnio do rapaz, está noiva de Albert, um homem onze anos mais velho. Porém o jovem artista vê-se incapaz de controlar as suas emoções e apaixona-se loucamente por Lotte, dando azo a um dos mais famosos triângulos amorosos da história da literatura ocidental. Quando a impossibilidade de ter para si a sua amada se torna dolorosamente insuportável, Werther percebe que existe apenas uma solução, uma solução que fará cair o manto negro da tragédia sobre a pequena aldeia de Wahlheim.
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DETALHES DO PRODUTO

A Paixão do Jovem Werther
ISBN:9789722527743
Edição/reimpressão:04-2014
Editor:11 X 17
Código:007823000270
Idioma:Português
Dimensões:109 x 167 x 9 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:192
Tipo de Produto:Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance > Plano Nacional de Leitura > 10.º ano > Sugestões de Leitura > 11.º ano > Sugestões de Leitura > 12.º ano > Sugestões de Leitura
O ano que agora termina é o da comemoração dos 250 anos do nascimento de Johann W. Goethe. Nascido em 28 de Agosto de 1749 em Frankfurt, de família abastada, frequentava o teatro já adolescente e, ao que consta, gostava de festejar os seus anos. O que o mundo inteiro agora faz, por ele.

Goethe é um dos grandes escritores da literatura Europeia, o maior, se é que se pode falar de tamanho quando à escrita nos referimos, da língua alemã. Joyce nomeava assim a "Santíssima Trindade" da escrita na Europa: Dante, Goethe e Shakespeare. Dos três, talvez seja o que tem obra menos divulgada, mas todos já ouviram falar do "Fausto" e de "Werther". Foi um dos mentores do movimento Sturm und Drang (mas, apesar de partilhar o interesse romântico pelo sofrimento, pela paixão e pela loucura, não os considerava como última e única solução na vida). Conseguiu um contrato que o fez viver da literatura, coisa rara para a época.

É "A Paixão do Jovem Werther", escrito e publicado em 1774 que lhe traz alguma notoriedade. Por isso, o príncipe Karl August, Duque de Sachsen-Weimar-Eisenach, um apaixonado do "Werther", convidou-o para a corte de Weimar. Goethe organizou vários eventos culturais e escreveu / dirigiu pequenas peças satíricas. No entanto, acabaria por cansar-se da vida na corte e viria a desaparecer numa viagem a Carlsbad, durante o Verão de 1786, dirigindo-se para o sul de Itália, numa carruagem de correio, sem deixar quaisquer explicações. A descrição desta viagem, dos Alpes a Roma, com passagem por Verona e Veneza, é um dos seus relatos mais interessantes e operou em Goethe uma transformação pessoal, ou, como o próprio disse, uma "mudança de pele". Em Roma, onde convive com a colónia artística alemã e suíça, a sua paixão por Faustina dará origem aos poemas "Elegias Romanas" (que no entanto só escreverá mais tarde, no seu regresso a Weimar). Goethe sente-se atraído pelo sexo e pelo classicismo. Em Itália escreveu as obras "Ifigénia", "Egmont", cenas do "Tasso" e do "Fausto", elaborou um diário das suas observações botânicas e pintou mais de mil desenhos e aguarelas.

De regresso a Weimar, em 1788, renegoceia o contrato com o duque Karl August e arranja uma amante, Christiane Volpius, com quem se casará em 1806, inculta e quase analfabeta, que lhe daria 6 filhos, dos quais apenas August sobreviveu, mas que nunca viria a conviver com a sociedade de Weimar. Nesse ano começa a escrita de "Os Anos de Peregrinação de Wilhelm Meister", que terminará em 1829.

Em 1794 torna-se amigo de Schiller, uma amizade conturbada, que se prolongará até à morte precoce deste em 1805.

"Fausto" é a sua grande obra, escrita e reescrita ao longo de vários anos, mesmo décadas, e que acaba de conhecer entre nós uma nova tradução, da autoria de João Barrento, ensaísta e professor da Universidade Nova de Lisboa, numa belíssima edição, enriquecida com magníficos desenhos da pintora Ilda David'. O mito de Fausto é bem conhecido e remonta a muito antes de Goethe. A ambição de Fausto fá-lo vender a alma ao diabo, em troca de mais sabedoria, poder e prazer na terra. É uma história com a moral determinada pelo luteranismo: não devemos deixar-nos levar pelo que parece ser fácil de conseguir e de nada vale ganhar o mundo em troca da nossa alma. Mas a história do Fausto de Goethe não é bem assim, e torna-se muito mais complexa. Sabemos logo no prólogo que Fausto não irá para o Inferno. Deus permite que o Diabo (Mefistófeles) conceda poderes a Fausto, acreditando que este os poderá usar de forma criativa. Mas Fausto também pode fazer coisas terríveis, como seduzir a jovem Gretchen, engravidá-la e abandoná-la...

Num interessante artigo de John Armstrong, publicado na "Prospect" e traduzido na revista "Best Of" (Outubro de 99), do jornal "O Independente", sobre o que a leitura de Goethe tem para oferecer a um leitor moderno, aquele conclui, referindo-se ao "Fausto":

«Seria uma loucura querer saber o significado de uma obra com esta complexidade, mas seria uma pena não tentar interpretá-la. A peça pode ser compreendida como uma tentativa de Goethe demonstrar como Fausto pode permanecer uma figura de esperança, apesar das peripécias de Gretchen. Goethe lida com a eterna questão do mal. Se acreditarmos que a existência é essencialmente benigna, como se conseguirá acomodar a existência do mal? O horrível comportamento para com Gretchen será o fardo eterno que terá de carregar, mas não o impede de aplicar os seus poderes de forma produtiva. Goethe está implicitamente a afirmar: Claro que coisas más acontecem, e nem sempre são no melhor sentido, mas nem o sofrimento, nem o desespero mostram que tudo é mau. Os humanos são seres complexos e resistentes e podemos sempre optar por outras coisas que valham a pena. Esta é a forma mais sã de optimismo.»

Também João Barrento, em entrevista ao suplemento "Leituras", do jornal "Público" referia: « Há aspectos particulares, micronarrativas, que podem dar ao "Fausto" uma certa actualidade: uma perspectiva muito arguta das relações entre a arte e a ciência; uma certa resistência à teoria a favor de uma permanente valorização da empiria, do concreto, os fenómenos em detrimento do conceito abstracto; a expressão de um certo subjectivismo narcisista, que é muito de Goethe, de um certo hedonismo em que nós hoje nos revemos.» Goethe terminou a última versão do seu "Fausto", meses antes de morrer, em 1832, com 83 anos.

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